26 setembro, 2016

Museus incomuns

Alguns dos melhores momentos que passei a desenhar aconteceram em museus. Apesar de alguns terem aderido à provinciana moda do "não se pode desenhar", dos restantes - mais de cinquenta em Lisboa - ainda há muito para explorar. O desenho abaixo foi feito há uns anos no Museu Nacional de Arqueologia. É, para mim, um desenho importante porque utilizei pela primeira vez o marcador preto de uma forma que, alguns dizem, é a minha imagem de marca.


Agora na 3ª edição do Alfabeto Lisboeta, dedicada a 26 Museus Incomuns, vou revelar "alguns dos melhores momentos que passei a desenhar", partilhando técnicas, abordagens, recursos e segredos de alguns museus menos conhecidos de Lisboa.
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Informações, inscrições e programa; linhares.mr@gmail.com

24 agosto, 2016

Nós e os Cadernos

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Em julho, o evento "Nós e os Cadernos", organizado pelo Tiago Cruz, juntou em Esposende alguns dos meus heróis do desenho. Embora o denominador comum tenham sido os diários gráficos, as palestras das duas noites extravasaram rapidamente o tema dos cadernos e falou-se de desenho, das vidas ligadas ao desenho e do desenho como ligação da vida.


No dia seguinte fomos a Vila Chã, Esposende, ao monte de São Lourenço onde existe um castro em recuperação através de várias intervenções arqueológicas. Situada 200 metros acima do nível do mar, a zona onde desenhamos era de cortar a respiração. Desenhei o Pedro Cabral antes de ter coragem de me atirar à linha do horizonte.


O castro é também um parque temático de um ambiente medieval, com tudo a que tem direito. Esta ave de rapina estava na "zona da caça" à espera de fazer o seu número. Vida dura.


No segundo dia, sessão de desenho livre por Fão. Não fomos à praia, conforme se pode ver nos desenhos.


Dois desenhos do quotidiano desse fim de semana, que são sempre os que mais gosto: o primeiro da Pousada da Juventude onde dormimos; o segundo da Casa da Juventude onde comemos. Tudo gente jovem, estes nove magníficos.


Finalmente desenhos do centro de Esposende, onde acabou o evento. Finalmente o Cávado.
Obrigado Tiago.
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16 agosto, 2016

16 julho, 2016

Festival MED

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Festival MED, Sábado à tarde, ainda com tudo parado. Restavam os locais de venda de bifanas e caracóis, que foi o que pedimos.


O espaço do festival  estava instalado na zona histórica de Loulé. Uma cor sobressaía - o vermelho - da publicidade da marca de cerveja que patrocinava o evento, das telhas e do vestido desta alemã, aflita com o calor, tal como eu.



Os cinco desenhos em cima são dos melhores momentos que passei: os ensaios dos vários músicos que iam tocar na noite de Sábado. Eram todos muito simpáticos, que interagiam facilmente  quando percebiam que estavam a ser desenhadas.



Desenho noturnos, já com a festa em pleno. Impossível, para mim, desenhar os vários concertos, tal era o magote. Sentei-me e desenhei o que acontecia à minha frente. 


Fim de festa, manhã de Domingo. Desmontagem do palco principal. Toda a estrutura desapareceu num abrir e fechar de olhos. Impressionante o trabalho dos técnicos. Dois dias bem passados:
obrigado ao Hélio Boto, aos USk Algarve e à CM Loulé.
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08 julho, 2016

Venezia Unica 3





















Desenhos da visita ao Istituto veneziano per la storia della Resistenza e della società contemporânea.
Em cima, na pg direita, janela com vista privilegiada sobre os edifícios do Alvaro Siza vs Aldo Rossi.
Na pg esquerda (e de cabeça para baixo) aparecem, à mesma janela, as duas desenhadoras italianas que nos acompanharam, Simonetta Capecchi e Benedetta Docci


















Vistas sobre o interior da sala e para o exterior. Para além do Mário e das duas italianas, o diretor do Centro Marco Borghi e dois amigáveis penduras que nos acompanharam do workshop do dia anterior. Por acaso estavam dois escadotes na sala, achei piada porque é o objecto metáfora da bienal.




A Benedetta, para além de desenhadora talentosa, veio a revelar-se grande companheira de viagem e pessoa com extraordinário sentido de humor. Foi um prazer.

















Almoço no lado do arquipélago da Giudecca, em frente ao Canale della Giudecca.
As pizzas pareceram-me iguaizinhas às nossas.

















Desenho autografado do Sílvio e da Marta, moradores no edifício do Siza no bairro Monte Santo, que nos abriram as portas de casa.
Ficámos a saber, entre outras coisas, que, em Itália, os pais acompanham os filhos quando estes mudam de terra. Por isso, este casal mudou-se para Veneza. Sentem-se bem a viver no apartamento projetado pelo Siza, embora achem que um guarda fatos no quarto faria jeito.

















Exercício proposto pelo Mário. Deambulando pelo centro da cidade, cada um, à vez, escolhia uma vista/motivo. Tínhamos todos um minuto para desenhar.


















Dois desenhos da inauguração da exposição portuguesa, dedicada a 4 bairros sociais projetados pelo Siza, entre os quais este do Campo di Marte, no arquipélago da Giuddeca.
O espaço da exposição foi montado no módulo (inacabado há 30 anos) do projeto do Siza. Durante anos, os habitantes foram protestando, escrevendo nos taipais exteriores das obras que ficaram paradas. Ideia genial: esses taipais foram agora colocados no interior da exposição, forrando as paredes.
















Almoço comunitário. Para além dos convidados institucionais, os próprios moradores foram convidados, sublinhando a ideia de vizinhança que preside à Bienal: Neighbourhood - Where Alvaro meets Aldo.

Desenhei o Francesco, chefe italiano encarregue da culinária local, e algumas moradoras.
Nós também levámos o nosso, o chefe André Magalhães.

















Presente ao almoço, com estatuto de estrela, constantemente rodeado por gente que tratava com a maior das paciências, o nosso Siza. Perguntei ao curador da Bienal, Roberto Cremascoli, e colaborador de Siza há vários anos, se era verdade que o arquiteto não travava o fumo dos cigarros que constantemente fuma. Resposta negativa, e confirmação de se tratar de mito urbano....

















Panorâmica da távola rotonda no dia da inauguração.
Presentes as estrelas todas que participaram no projeto para o bairro, arquitetos e outros. O Siza está no fim da margem direita do caderno.

















Entre os locais de visita obrigatórios, estava a estátua equestre do Verrocchio, no Campo di San Zanipolo.
Desenhada em estilo minimalista, correspondente ao estado de exaustão do desenhador.

















Desenho noturno de Campo S.Moisè.
Desafiado pelo Mário na última noite, recusei esta modalidade, e desloquei-me para o quarto. Mas os problemas de consciência (afinal estava em serviço público:) fizeram-me reconsiderar.

















Desenhos finais, na escala no aeroporto de Roma.
Junto a um piano, plantado no meio da gare, juraria que era o Lapin que lá estava. O mesmo chapéu, e um livrinho na mão. Alucinações de quem passou 6 dias a desenhar. 

















Agradecimento à DG Artes e ao Mário Linhares